sábado, 5 de janeiro de 2019

Como ir da social-democracia a minarquia?

Como ir da social-democracia a minarquia?

Venda o estado!


Como convencer a população de que não precisam do estado?

A parte mais complexa em tirar o estado da vida das pessoas é mostrar a estas que como no conto do escravo de Nozick, [ https://m.youtube.com/watch?v=jc-NAx7t9zk ], elas nunca deixaram de ser escravos em algum momento de si mesmas. Porém, como disse Maquiavel, é difícil libertar um povo que quer ser escravo. O dever dos liberais e libertários é de propagar idéias usando os meios de comunicação ao próprio alcance, desde a uma conversa com um parente ao uso da internet, quem sabe algum dia adentramos na decadente TV, mas que por sinal é a que mais alcança as massas nos dias de hoje.
O papel deste trabalho árduo é de suma importância para se alcançar e mudar a forma da maioria pensar, portanto como insinua Mises, a minoria tem que lutar para se tornar maioria, em termos de sobressair suas idéias em detrimento de outras; Mostrando as pessoas de que para conseguir um objetivo X (como algo “gratuito”, fornecido pelo estado), elas não precisam ir por Y (usando a força e corrompendo a lei com a expropriação de propriedade), mas sim por Z (deixando de ter tal serviço gratuito, entretanto passando a pagar cada vez mais uma alíquota baixa de impostos e assim com a acumulação de riquezas com a força da mão invisível do mercado conquistando um serviço infinitamente melhor e mais barato).
Entretando, como afirmado no início não é algo simples, pois as pessoas tem preferência temporal em ter serviços que pareçam grátis agora, do que benefícios a receber depois. Por esta razão a necessidade de mudar a mentalidade da maioria, pois o povo é quem diz o sistema no qual ele quer, mesmo que este não chegue no fim almejado por eles, é o nosso trabalho mostrar o melhor meio possível.

Como vender as escolas?


Desde o início da política varguista é fácil deduzir de que o estado é ineficiente no que faz, pois é só refletirmos um pouco: Por qual razão nos dias atuais alguém que por exemplo mora na favela tem acesso a internet, TV por assinatura e celulares mas não tem o básico como saneamento e educação?
O pensamento enraizado do povo de que é dever do estado fornecer algo tão importante como a educação para todos, é totalmente errôneo e o estado atual é como sempre ineficiente em fornecer tal serviço. De modo que, tirar cada dedo do estado da educação não é uma tarefa fácil e tende ser gradual como tais medidas:
  1. Supondo que a maioria da população claramente ainda quer e necessita do estado na educação, a primeira solução pra este problema é aplicar uma lógica de mercado e concorrência nas escolas, o estado deverá parar de financiar e regulamentar todas as escolas públicas e privadas, passando a financiar apenas os estudos dos alunos por uma espécie de voucher.
  2. Este financiamento estudantil deve ser direcionado as massas que tem como renda mensal menor ou igual a 3 salários mínimos, como não haveria nenhum entrave na criação de novas escolas, deveria existir uma regulamentação, na qual a ajuda passaria a valer apenas a escolas que teriam pelo menos 1 ano de existência e tiverem sido avaliadas por uma empresa privada.
  3. Não obstante, as escolas públicas deverão ser retiradas totalmente das mãos do estado e entregues como propriedade da diretora e o corpo de professores. Aqui novamente se encontrarmos pessoas sem boas intenções, ou seja, professores que não ensinam e diretoras que não comandam, o próprio mercado e agências de feedback podem fazer estes ficarem sem seu pão de amanhã, com o inevitável fechamento destas escolas.
  4. Com estas medidas teremos o estado fora da educação e uma melhoria significativa do ensino. Porém, poderia ser um tiro no pé retirar esta ajuda em um estagio inicial, com a redução do tamanho do estado e de regulamentações, naturalmente as pessoas estariam cada vez mais ricas e suas mentalidades com respeito a necessidade do estado na educação estariam em transição de estatista para de livre concorrência. Quando este estágio começar será necessário por parte do estado estipular uma data para que crianças nascidas após esta não recebam mais estes benefícios.

Por que derrubar os muros das fronteiras?


No passado pessoas de variadas partes do mundo (Portugal, Japão e Itália), imigraram para o território brasileiro, que agregaram em nossa sociedade tanto economicamente, tanto culturalmente.
Diante de uma possibilidade do estado mudar suas políticas e tornar a imigração irrestrita, creio que ficaríamos mais ricos, em sua maioria os imigrantes trabalhariam com uma mão de obra sem qualificação na primeira geração, ou seja ajudando (trazendo novas habilidades,vendendo sua força produtiva e fazendo uma forte divisão do trabalho), e sendo ajudados (Aumentando seu padrão de vida, com salários, etc), assim também oferecendo as próximas gerações um poder maior de mobilidade social. Com possíveis problemas enfrentados com os imigrantes as soluções para possíveis problema:
  1. Na possibilidade de ainda existir uma previdência social e os imigrantes tentarem se sustentar as custas do estado, deveria ser estipulado um número X de anos trabalhando e residindo no país para que possam ser considerados cidadães e poderem receber tais benefícios.
  2. A mão de obra mais baixa terá uma redução dos salários e portanto no preço final e causando um aumento da produtividade, mas para que não gere uma desemprego em massa, as leis de salário minimo não deveriam valer para os imigrantes caso esta ainda não tenha sido extinta.
  3. Obviamente a maioria vem buscando uma melhoria do seu padrão de vida, fazendo alguns sacrifícios como deixar a sua terra natal. Porém nem todos os imigrantes tem boas intenções e estes que infligem a lei ou infligiam as leis de seus paises devem ser deportados a seus respectivos países para se obter uma ordem necessária e evitar conflitos entre cidadãos e imigrantes.
  4. Por que acabar com o banco central?


  5. Se existe uma estatal na qual atrapalha a base da pirâmide das classes econômicas brasileiras (trabalhadores, classe média) e enriquece o topo desta (principalmente os banqueiros), esta é o banco central. Com uma boa intenção de gerar crédito no mercado, sem poupança, com intermédio do banco central, o governo altera a taxa de juros como lhes convém ou colocando as impressoras para trabalhar. O exercício de raciocínio lógico é simples, você deposita uma cédula de 100Y na poupança, o seu banco X manda este ao banco central e o mesmo retribui com por exemplo: 5 cédulas de 100Y sem lastro. Assim temos a desvalorização da moeda, e por conseguinte a diminuição do poder de compra da população, e claro, também enganando os empreendedores que chegam a conclusão de que as pessoas estão poupando mais, pela baixa taxa de juros artificial, no que se denomina pelos austríacos como um “boom” na economia e claramente uma hora esta conta não fecha, assim gerando como consequência alta nos preços e geradores de empregos quebrando.

    Por que o padrão ouro?


  6. O padrão ouro tratado por Lord Keynes e muitos outros, como uma velharia ou jurássico, é no que penso ser um grande equívoco. A moeda com lastro em ouro impede de que governos gastem mais do que arrecadam com impostos e que as poupanças dos indivíduos sejam destruídas, pelo fato de que é infinitamente mais custoso inflacionar o ouro ou de alguma forma misturar com outros metais,(o que poderia ser colocado como algo inconstitucional), em relação a simplesmente imprimir moedas em papel sem lastro.
    Talvez você esteja se perguntando, nas consequências de se acabar com o banco central como a falta de dinheiro no mercado ou o porque de bancos privados não criarem inflação, aqui temos possíveis soluções contra estes pensamentos:
    1. O primeiro pensamento que pode realmente ser desastroso é faltar um dos principais componente para o mercado funcionar. Entretando, é facilmente resolvido tirando todos entraves para utilização de moeda, primeiramente com o banco central ainda de pé é necessário usar de força para trocar a moeda fiduciária pelo padrão ouro, em um segundo estagio o fim do banco central. Uma possível falta de dinheiro poderia ser facilmente resolvida pelos próprios indivíduos pois não teria nenhuma proibição se quiserem usar dólar, euro, real, prata o que for caracterizado como dinheiro mediante a um contrato que pode ser julgado por um terceiro em caso de conflito como o próprio estado.
    2. Os bancos privados não criariam inflação, supondo que um banco tem apenas 100x e te empresta 1000x, os seus concorrentes iriam acusar isso, levando este banco trapaceiro a seu devido lugar, perdendo mercado a seus concorrentes ou usando de força se preciso, em caso de um cartel inflacionário, para isso bastaria estar na constituição ou na lei a proibição de usar moeda sem lastro. Salientando, a impressão de dinheiro sem lastro é algo concedido pelo próprio estado, sem o banco central não existiria quem assegurasse que estes bancos não venham a falência.

    Por que vender as estatais?

    Bom, esta acredito ser comprovável com um dado empírico a tamanha ineficiência do estado com relação a uma economia dinâmica de mercado. Nos últimos 5 anos, a união relatou que todas estatais não trouxeram nenhum lucro, muito pelo contrário, trouxeram apenas prejuízos. https://g1.globo.com/economia/noticia/estatais-geraram-mais-custos-do-que-retorno-para-a-uniao-nos-ultimos-5-anos-diz-tesouro-nacional.ghtml
    1. Obviamente todas estatais deficitárias devem ser vendidas ou extintas o mais rápido o possível, pois quem paga a conta são literalmente todos.
    2. A segunda parte é tirar as que são auto-suficientes do controle público de produção, mas sim com um contrato bem estabelecido e pelo preço certo, se a estatal for extremamente grande com um forte monopólio, pode e deve ser vendidas em partes.
    3. Abra o mercado! Não de subsídios ou seja corporativista, tire toda burocracia e veja grandes empresas e monopólios vir a ruína. (Não que esteja afirmando que não vai existir monopólios, mas alguns são naturais por demanda ou eficiência, porém diferente de como muitos pensam acredito ser extremamente mais difícil formar um oligopólio ou monopólio sem a força do seu lado).

    Por que vender tudo?

    Por aqui, adentramos na última parte deste pequeno artigo, talvez você caro leitor que chegou a conclusão de que vender é para eliminar o déficit e as dividas do país, pois digo que não é apenas este o centro da questão, tirar as empresas das mãos do estado que são auto-suficientes e extinguir as deficitárias ou que não trazem nenhum benefício é pelo simples fato de que os políticos usam estas como cabide de emprego e para ganhar poder neste meio, com a diminuição gradual e inteligente do estado, a sociedade no geral irá observar o que o capitalismo laissez-faire é a melhor solução e mais eficiente que o estado que tudo faz, como um pato que voa, nada e anda, mas faz tudo mal.